gestão financeira na logística

Gestão Financeira: Do embarcador ao prestador logístico

A cadeia logística é formada por etapas que apresentam seus próprios desafios e custos para os fornecedores envolvidos. Nesse sentido, a gestão financeira é certamente um elemento que pode definir o sucesso ou o fracasso de uma operação.

A verdade é que mesmo a logística sendo reconhecidamente um setor custoso, não são todos os players envolvidos dentro de uma operação que se preocupam com a saúde financeira de suas respectivas empresas. Isso é um grande erro, pois basta que um dos prestadores de serviço apresente instabilidade financeira para que todo o processo seja colocado em risco.

Pensando nisso, criamos este artigo para detalhar a importância de uma gestão financeira eficiente dentro da logística. Continue com a gente e confira.

Boa leitura!

Por que o embarcador deve se preocupar com a sua gestão financeira?

É cada vez mais comum o uso de Operados Logísticos por empresas que querem aprimorar suas operações de envio de mercadoria. A adoção dos OLs ou embarcadores, profissionais responsáveis por garantir que a carga chegue ao destino pretendido de maneira intacta, traz maior profissionalização para o processo e ajuda no controle de custos.

Porém, para que esses prestadores de serviços atinjam os resultados esperados pelas empresas, eles precisam contar com uma saúde financeira estabilizada que sustente todas as  demandas de uma operação.

Ou seja, eles devem ter seus números financeiros em mãos no momento da contratação, demonstrando plenas condições de arcar com todos os serviços logísticos. Assim, há a certeza de que existe aporte financeiro para pontos importantes da logística, por exemplo:

  • contratação da transportadora;
  • contratação de seguros;
  • embalagens extras.

Por que a gestão financeira da transportadora deve ser um fator primordial na negociação?

Entre as funções do embarcador, uma das mais importantes é a contratação de uma transportadora para a entrega da mercadoria até o local desejado pelo dono da carga. E, além de fatores como histórico e reputação, um ponto que deve ser considerado nessa contratação é a gestão financeira da transportadora.

Isso porque, uma transportadora pode não ser capaz de fazer as entregas se não tiver uma boa saúde financeira e créditos no mercado.

Acontece que dentro da logística é normal que o transportador só receba pelo frete realizado após 15, 30 ou até 90 dias. Dessa forma, ao fechar um contrato de entrega, a empresa precisa contar com recursos próprios para realizá-la.

É dever do embarcador verificar se a transportadora apresenta esse tipo de condição. Uma gestão financeira que atenda as necessidades da operação antes de receber os devidos pagamentos.

Outros fatores importantes que não podem passar despercebidos pelo embarcador são: capacidade de frota e de pessoal e tecnologia. Vamos entendê-las.

Capacidade de frota e de pessoal

Uma boa transportadora deve atender às demandas da operação oferecendo uma estrutura adequada. Afinal, as mercadorias podem apresentar características diferentes umas das outras, necessitando de veículos específicos e de profissionais com conhecimento técnico.

O embarcador deve se atentar a esse detalhe, fazendo a avaliação antes da assinatura de qualquer contrato. A certeza de uma boa estrutura por parte da transportadora é um indício de serviços com agilidade e eficiência.

Tecnologia em dia

Outro ponto que não pode deixar de ser avaliado é o nível de tecnologia que a transportadora oferece em seus serviços. Com grandes inovações disponíveis para a maior parte das pessoas atualmente, o mínimo que se espera é que a transportadora siga essa tendência tecnológica.

Para a movimentação de cargas, as ferramentas rastreadoras são fundamentais. A transportadora precisa contar com rastreadores em todos os seus veículos, facilitando a comunicação entre empresa, clientes e embarcador.

Também é importante o uso de softwares de controle, como sistemas de gestão, facilitando o acompanhamento das atividades, bem como, o compartilhamento de informações relevantes sobre a operação.

Enfim, a análise da gestão financeira de todos os envolvidos na cadeia logística é fundamental para o sucesso de qualquer operação. Sem isso, o risco de travamento em algum estágio é muito grande.

É por isso que transportadoras de alto padrão como a RDR têm a gestão financeira como uma de suas prioridades. É a partir da estabilidade financeira que serviços como coleta e distribuição são realizados com qualidade e atendendo a todas as necessidades dos clientes.

Na hora de fechar contratos para a sua mercadoria, prime por transportadoras como a RDR, com boa saúde financeira e grande conhecimento de mercado.

Gostou do artigo? Continue no nosso blog e conheça agora alguns dos principais desperdícios logísticos que impactam nos lucros da sua empresa.

transporte de cargas eletronicas

Transporte de Eletrônicos: 5 cuidados que você precisa saber

A movimentação de cargas, em si, já é um processo que demanda atenção. Mas, quando se trata do transporte de eletrônicos, os cuidados precisam ser ainda maiores. As características dos produtos alimentares que o transportador tenham expertise para garantir uma operação bem definida .

Em geral, equipamentos eletrônicos até apresentar uma estrutura física forte, com parte externa de metal. No entanto, além de serem itens de alto custo, o que chama a atenção para a segurança, uma pequena avaria pode ser o suficiente para que os produtos não sejam aceitos no destinatário.

Então, como garantir um bom transporte de eletrônicos? Quais cuidados devem ser tomados pelo fabricante ou revendedor na hora da movimentação da carga? Continue lendo e confira 5 práticas essenciais.

Boa leitura!

1. Análise de riscos

Como bem diz o ditado: “O precavido não é pego de surpresa”. E quando você precisa enviar cargas de altos valores para vários lugares do país, ser precioso é uma ótima ideia.

Assim, uma das primeiras atitudes a se tomar quando falamos de transporte de eletrônicos é avaliar os riscos inerentes à operação. Iniciando, logicamente, pelas próprias características dos produtos, analisando os principais pontos fracos, por exemplo: temperatura, empilhamento etc.

Conhecendo quais fatores afetam a integridade dos produtos, parta para outras situações determinantes durante uma viagem, tais como:

  • acompanhamento dos veículos de transporte;
  • condições internas dos caminhões;
  • segurança nas estradas.

2. Rastreamento dos caminhões

Tendo conhecimento sobre os principais pontos de risco, o próximo passo é a resolução de cada um deles. Claro, nem sempre será possível solucioná-los por completo, mas é possível minimizá-los.

O rastreamento de cargas, por exemplo, é uma das ações essenciais a se tomar dentro do transporte de eletrônicos. Como você sabe, são itens de alto valor e bastante visados por ladrões de beira de estrada.

Além de trazer maior segurança para a carga e para o motorista, o rastreamento também é importante para a comunicação. Com ele, o destinatário poderá se manter sempre informado sobre o andamento da viagem.

3. Criação de rotas mais seguras

O rastreamento de cargas é fundamental, mas sozinho ele não é o suficiente para minimizar os riscos em relação à segurança da carga. O transporte de eletrônicos exige um planejamento prévio muito mais apurado, com a criação de rotas mais seguras e mais rápidas para os caminhões.

A parte interessante é que essa definição de rotas pode ser feita utilizando informações fornecidas pelos próprios motoristas. Um mescla de experiência prática com dados obtidos por outras fontes:

  • dados de jornais e sites especializados;
  • imagens de satélite (aplicativos);
  • dados dos órgãos de segurança.

A criação de rotas é importante para a segurança da carga, bem como para o cumprimento dos prazos. Quanto mais segura, bem sinalizada e pavimentada a estrada, menor a chance de contratempos pelo caminho.

4. Proteção / Embalagem dos produtos

Como falamos, os produtos eletrônicos não são necessariamente frágeis, como itens de vidro, por exemplo. Mas, a sua comercialização depende muito da questão estética. Uma avaria é o suficiente para que o produto seja considerado impróprio para a venda.

Por isso, outro dos cuidados primordiais dentro do transporte de eletrônicos diz respeito à proteção individual dos itens. Embora seja comum que cada produto já conte com a sua própria embalagem, é preciso que haja um reforço no momento do transporte.

Uma das opções mais utilizadas nesse sentido é o plástico bolha, um material que reforça a embalagem original e ajuda a diminuir os impactos da viagem nos produtos, um item de ótimo custo-benefício.

5. Empresa com expertise no transporte de eletrônicos

Todos os cuidados apresentados até aqui são essenciais para aumentar a segurança dos produtos eletrônicos. Porém, não há como negar que se trata de medidas que demandam tempo e aporte financeiro. E caso você erre em alguma estratégia, os lucros da empresa só diminuem.

Nesse sentido, a contratação de uma empresa especializada no transporte de eletrônicos acaba fazendo muita diferença. A partir de uma terceirização você repassa todos esses cuidados para uma especialista e tem a tranquilidade de focar na venda de mais eletrônicos.

Mas, não é apenas uma questão de passar o bastão. Com uma transportadora terceirizada, você não precisa investir em caminhões próprios, gastar com manutenção ou gasolina, ou mesmo investir em softwares de rastreamento. Tudo isso fica por conta do parceiro transportador.

Você garante uma movimentação de carga segura, eficiente e com redução de custos.

Enfim, os cuidados com o transporte de eletrônicos devem ser uma preocupação séria para qualquer empresa que fabrique ou revenda esse tipo de produto. Não arrisque desnecessariamente a segurança da sua equipe, dos seus produtos ou os lucros do seu negócio. Siga boas práticas e conte com uma transportadora especialista na sua operação.

Entre em contato com a RDR Soluções Logísticas e saiba como podemos ajudar no seu transporte de eletrônicos .

diferença entra supply chain e logistica

Supply Chain e Logística: Conheça as diferenças

Embora em outros países haja um entendimento correto sobre os conceitos e as aplicações desses processos, aqui no Brasil ainda há certa confusão quando se fala de logística e supply chain, com alguns profissionais misturando os dois conceitos.

Para alguns, isso pode até parecer apenas um detalhe. Mas, a verdade é que, ao não entender corretamente os conceitos, você pode tomar decisões equivocadas e comprometer a eficiência e os resultados de uma operação. Sem falar nos custos que tais erros podem acarretar.

Mas então, quais os conceitos de logística e de supply chain? E quais as diferenças entre eles? Para acabar com qualquer dúvida, confira o nosso artigo completo sobre o assunto.

Boa leitura!

Qual o conceito de supply chain?

Supply Chain (ou Cadeia de Suprimentos, em tradução livre) é focada no ciclo de vida completo de uma mercadoria, desde a aquisição de matéria-prima, passando pela produção, até a distribuição final ao consumidor.

Na sua operação, o supply chain engloba diversos players, por exemplo:

  • consumidores;
  • distribuidores;
  • fornecedores;
  • fabricantes;
  • varejistas.

O principal objetivo da cadeia de suprimentos é garantir que o ciclo produtivo aconteça de maneira eficiente e ao menor custo possível, interligando processos, agentes e planos.

Qual o conceito de logística?

A logística, por sua vez, é o processo de planejamento e execução de movimentação de uma mercadoria, garantindo o deslocamento do ponto de origem até o ponto de entrega com máxima eficiência e dentro dos prazos estabelecidos.

Na logística, etapas como armazenamento e transporte são essenciais e detalhadamente estudadas a fim de assegurar o sucesso operacional e atender os critérios estabelecidos pelo cliente.

Como envolve muitos processos práticos, que demandam equipamentos e grande mão de obra, é comum que muitas empresas varejistas e fabricantes optem pela terceirização da logística, deixando o processo para transportadoras que se especializam na prestação do serviço.

Quais as diferenças entre logística e supply chain?

A definição dos conceitos é uma forma inicial para entender a diferença entre as modalidades de negócio, mas é necessário se aprofundar um pouco mais para acabar de vez com as dúvidas.

De maneira direta, as diferenças entre logística e supply chain se concentram em dois pontos: Execução e Relacionamento. Vamos entender.

Estudo x Execução

Como explicado, a cadeia de suprimentos abrange a supervisão de toda vida produtiva de uma mercadoria. Esse trabalho exige um esforço muito mais teórico, focado em estudo e extração de informações a fim de criar planejamentos que assegurem o nivelamento de toda a cadeia. É preciso que o gestor apresente uma visão holística.

Por sua vez, a logística é muito mais prática. O trabalho é focado na execução do planejamento criado, garantindo que a movimentação da mercadoria aconteça como o esperado.

No entanto, isso não significa que a parte logística aja de maneira aleatória, sem nenhum tipo de estudo ou plano. Muito pelo contrário. O cerne da logística é justamente um planejamento prévio e uma prática bem sucedida.

Relacionamento intraempresarial x Relacionamento interempresarial

Outro ponto de diferença que fica claro quando estudamos os dois conceitos é o tipo de relacionamento demandado por cada metodologia.

A cadeia de suprimentos envolve inúmeros players externos dentro da sua supervisão, exigindo um relacionamento inter empresarial, ou seja, com outras empresas. Assim, em um curto espaço de tempo o gestor de supply chain precisa se relacionar com muitas outras instituições.

Com a logística a abrangência não é tão grande. O gestor logístico trabalha mais com a integração de equipes internas, tanto do seu próprio setor quanto de outros departamentos como Financeiro e Compras. Assim, o relacionamento é muito mais intraempresarial (dentro da empresa).

Mas, é sempre importante deixar claro que há também relacionamentos com players externos, como distribuidores e fornecedores.

Como as duas modalidades se integram?

Existem sim diferenças entre logística e supply chain, mas a verdade é que as duas se integram o tempo todo. O trabalho de uma impacta diretamente no planejamento da outra, em uma relação complementar.

Por exemplo, a cadeia de suprimentos planeja etapas que são executadas diretamente pela logística, como o armazenamento e o transporte. E mesmo quando a logística é terceirizada, a supervisão do supply chain facilita o sincronismo operacional.

Enfim, com processos de distribuição e gerenciamento de equipes bem realizados pela logística e o controle de ciclo desenvolvido pela supply chain, a tendência é que a sua empresa alcance resultados cada vez mais positivos e entregue serviços que atendam por completo as expectativas dos clientes.

Entendeu agora a diferença entre logística e supply chain? Continue no nosso blog e confira agora a importância da integração para o setor de compras da sua empresa.

Logística e Agronegócio

Logística no Agronegócio: Descubra os 5 principais desafios

Em termos de produção agrícola, o Brasil é um dos países que mais se destacam no mundo, ficando no Top 3 de maiores exportadores. Mas, esse destaque todo não impede que a logística no Agronegócio apresente inúmeros desafiados para as empresas.

É verdade que, em geral, os segmentos corporativos no Brasil vivem em uma constante dicotomia. Ao mesmo tempo em que faturamentos crescem a cada ano, o país oferece infraestruturas precárias e problemas que permeiam por anos.

Mas, desafios podem ser superados. Com estratégias bem planejadas e executadas, é possível reverter a situação ou minimizar impactos negativos. E, para ajudar, preparamos este artigo abordando os 5 principais desafios da Logística no Agronegócio e como superá-los.

Boa leitura!

 

1. Grande dependência do modal rodoviário

Um dos grandes desafios da logística no agronegócio é um fator recorrente para inúmeros segmentos no Brasil: a dependência do modal rodoviário. Um problema antigo, que vem desde a década de 60 quando o governo brasileiro minou os investimentos no transporte ferroviário e focou apenas no rodoviário.

O investimento em um único modal não é nem o grande problema, a questão é que mesmo o setor rodoviário sendo o principal do país, ele ainda apresenta inúmero defeitos. E todo esse cenário impacta a logística no Agronegócio, fazendo com que as empresas precisem lidar com fatores macroambientes.

Neste ponto, não é possível solucionar o problema de vez. Mas, com decisões estratégicas, a sua empresa é capaz de atingir um bom ponto de equilíbrio.

O principal movimento é fechar parceria com uma transportadora especializada em logística no Agronegócio. Assim, você pula a maioria das dores de cabeça inerentes à dependência do modal rodoviária e deixa um especialista tomar a dianteira.

Além disso, capacite os funcionários da sua empresa para que realizem os processos com mais dinamicidade e facilitem a operação de transporte.

 

2. Custos elevados na estrutura de produção

Apesar de o agronegócio brasileiro ser altamente produtivo, ele ainda apresenta algumas ineficiências na questão dos insumos. Itens importantes para diferentes etapas da operação são caros ou trazidos de outros países, por exemplo:

  • fertilizantes;
  • defensivos;
  • sementes.

Essa questão é um grande problema e acaba onerando e muito a logística no Agronegócio. Ainda mais quando o custo-benefício de algumas etapas se mostra bem pequeno, por exemplo: em uma época de maior oferta e baixa demanda, os produtores não possuem muitos argumentos para barganhar valores.

A melhor saída aqui é encontrar fornecedores que se mostrem flexíveis nas negociações. Parceiros que não só apresentem valores dentro da realidade da sua empresa, mas que cumpram prazos de entrega e quantidade.

 

3. Dificuldades no armazenamento dos produtos

O Agronegócio, assim como a mineração e outros segmentos, trabalha com um volume muito grande de mercadorias. E isso não é à toa: a produção precisa ser extensa para que os produtores consigam lucrar no momento da revenda.

Mas, todo esse volume, geralmente, resulta em uma dificuldade de armazenamento. Basicamente, os espaços reservados para a estocagem de produtos nem sempre têm capacidade para atender a demanda.

Quando você só percebe esse problema com a operação em andamento a dificuldade é muito maior, gerando custos com obras de expansão ou aluguel emergenciais em espaços extras.

O ideal é trabalhar de maneira prévia – fazendo jus ao conceito logístico de trabalho antecipado. Antes de iniciar a produção, faça projeções e analise a capacidade disponível dos espaços. O indicado é que a capacidade para armazenamento seja, no mínimo, 20% maior que a expectativa produtiva.

 

4. Distâncias para o escoamento dos produtos

A dificuldade no escoamento dos produtos está diretamente ligada à dependência do modal rodoviário que acontece no Brasil. Como a maior parte dos produtores agrícolas se encontra no interior do país, a distância para pontos de escoamento, como portos e aeroportos, acaba sendo muito grande.

O problema é maior em locais onde não existem portos ou espaços de grande escoamento, como é o caso da região Centro-Oeste do país. Por mais bem planejada que seja, a operação tende a ser mais extensa e custosa.

A saída aqui é mais uma vez contar com uma empresa especializada na logística de Agronegócio. Não há como resolver o problema da distância, mas uma transportadora com know how consegue criar um planejamento de rotas para otimizar o tempo de viagem e diminuir os riscos no transporte.

 

5. Desperdícios na operação da logística no Agronegócio

Um dos fatores que mais impactam nos lucros dos produtores do Agronegócio é o desperdício que ocorre em diferentes etapas da logística. Produção, armazenamento, carga, descarga, transporte e distribuição: cada estágio traz uma preocupação para os produtores em termos de desperdício.

Para melhorar esse cenário, uma boa saída é investir na automatização de processos. Com ferramentas inteligentes, os processos passam a acontecer de maneira automática, com a mínima participação humana e menor incidência de falhas.

O melhor é que a automação pode ser feita em qualquer parte da operação, desde sistemas de irrigações controlados por software até cargas e descargas automatizadas.

Enfim, o faturamento do setor agrícola representa quase 22% do PIB nacional, e a logística no Agronegócio precisa acompanhar essa realidade positiva. É importante que a parte operacional corresponda às necessidades do setor e garanta o equilíbrio para que produtores e clientes extraiam o melhor em cada safra.

Gostou das dicas? Continue no nosso blog e confira outras informações importantes sobre transportes no agronegócio.

Recebimento de Mercadorias: Como melhorar esse processo?

O recebimento de mercadorias é uma das etapas mais importantes dentro da logística, presente em qualquer operação, independentemente do tamanho da empresa. O seu bom desenvolvimento é essencial para o dinamismo da outras etapas.

Porém, embora esteja sempre presente nas operações logísticas, o recebimento de mercadorias também é um dos estágios com alto índice de falhas por parte dos agentes envolvidos, e isso acaba trazendo prejuízos sentidos até mesmo pelos clientes finais.

Mas, como melhorar esse processo? Como diminuir os erros do seu recebimento de mercadorias? Para saber mais, continue lendo e confira as nossas dicas.

Boa leitura!

 

O que envolve o recebimento de mercadorias?

Quando se fala em recebimento de mercadorias, muitos associam apenas à tarefa de descarregar os caminhões. Mas, a verdade é que o processo engloba muito mais, e saber sobre esses aspectos é o primeiro passo para uma otimização.

Vamos entender mais sobre tudo o que envolve o antes e o depois do recebimento.

Planejamento

Um bom planejamento é o que coordena toda a operação a fim de garantir a realização das etapas, entre elas o recebimento de mercadorias. É aqui, por exemplo, que o departamento de Compras e o de Armazenamento entram em sintonia para garantir um trabalho em excelência.

Gestão das docas de carga

A gestão das docas é outro fator que influencia diretamente no recebimento de mercadorias, tendo em vista que se trata do local onde a etapa acontece na prática. Sem uma correta supervisão diária é praticamente impossível que o estágio seja otimizado.

Por exemplo, uma doca desorganizada é o que contribui diretamente para o entrave dos caminhões dentro do espaço. E essa perda de tempo na hora de descarregar é justamente o maior gargalo de muitas empresas nesse sentido.

Checklist e armazenagem da mercadoria

O recebimento só pode ser eficiente se as mercadorias entregues correspondem à lista de produtos adquiridos pela empresa. E aí que a parte de checklist e armazenagem entram como fatores importantes do processo.

O checklist precisa acontecer já na nota fiscal, confirmando as informações apresentadas. Já a armazenagem deve ser organizada previamente, a fim de assegurar espaço e boas condições para os produtos recebidos.

Rastreabilidade e localização da mercadoria

Após armazenadas, as mercadorias novas devem ser facilmente encontradas para evitar avarias ou perdas por validade. Por isso um trabalho de rastreabilidade precisa ser definido no planejamento, seja por etiquetagem ou pelo uso de softwares específicos.

 

Como melhorar o recebimento de mercadorias da sua empresa?

Como explicado, o descarregamento dos caminhões é só mais uma etapa do grande processo do recebimento de mercadorias. Dessa forma, para otimizá-lo, é preciso trabalhar alguns pontos diferentes. Confira algumas dicas.

Certifique-se sobre o agendamento de entrega

Já vimos que um planejamento prévio é necessário para que toda a operação logística aconteça da maneira que se espera. Mas, para otimizar o recebimento de mercadorias é preciso também se certificar sobre o agendamento do processo.

Com esse trabalho de antecipação você não só assegura que o recebimento aconteça, como também garante que a doca esteja de acordo com as características da carga a ser entregue – o que inclui estrutura e pessoal.

 3) Integre os setores da empresa

Para que qualquer processo seja bem-sucedido é preciso que haja uma homogeneização dentro da empresa, uma atuação harmônica das equipes diferentes setores. Se tratando do recebimento de mercadorias, é fundamental uma integração, pelo menos, de áreas como:

  • Armazenagem;
  • Compras;
  • Vendas.

Com o alinhamento dos setores, o recebimento passa a acontecer de maneira mais dinâmica, resultando em etapas posteriores, como abastecimento e venda, muito mais eficientes. É o efeito dominó positivo, com o consumidor final sendo contemplado por um serviço de maior qualidade.

 

Conte com bons parceiros de transporte

Não adianta um bom planejamento e uma gestão alinhada de setores se o seu transportador não cumpri com o combinado. Com um transporte ineficiente, sem, por exemplo, o zelo pelo cumprimento de prazos, a tendência é que o recebimento de mercadorias aconteça de maneira desorganizada.

Por isso, busque por parceiros que sigam uma gestão inovadora e preocupada com a otimização dos processos. Quanto maior a eficiência da transportadora, menor é o risco de entraves durante essa etapa.

Enfim, essas foram as nossas dicas para você melhorar o recebimento de mercadorias da sua empresa. Certifique-se de trabalhar da mesma forma os estágios anteriores e posteriores ao recebimento, garantindo um aperfeiçoamento completo da operação. Analise as informações apresentadas e comece a otimizar os processos do seu negócio hoje mesmo.

Achou o artigo interessante? Continue no nosso blog e conheça agora alguns desperdícios logísticos que impactam no lucro da sua empresa.

Desperdícios logísticos que impactam na margem de lucro

Mesmo a logística sendo essencialmente um setor estratégico, em razão da alta exigência diária, muitos gestores acabam deixando passar desperdícios logísticos que impactam consideravelmente os lucros de suas empresas no final do mês.

Ainda que pareçam “corriqueiros”, esses fatores podem ser o fiel da balança entre o cumprimento de meta e o insucesso de um ciclo inteiro. Em longo prazo, essa repetição acaba trazendo consequências drásticas para o negócio.

Mas, você sabe quais são desperdícios logísticos mais comuns? Como evitá-los? Para entender melhor, confira a nossa postagem completa sobre o assunto.

Boa leitura!

Por que se atentar aos desperdícios logísticos?

O primeiro ponto que nenhum gestor jamais deve esquecer é que a logística é um setor custoso. Para que toda a operação funcione dentro de um padrão de qualidade é preciso mão de obra e grande aporte financeiro.

Ou seja, por si só, a logística é uma atividade que requer economia por parte do gestor e sua equipe de trabalho.

Fora esses gastos fixos, que abrange equipamentos, veículos, manutenção, combustível e pessoal, há outra questão inerente à logística que demanda máxima atenção de um gestor: o macroambiente.

Diferentemente de outras áreas mais restritas, a logística é fortemente afetada por fatores macroambientes. A começar pela escolha do modal: com pouco incentivo do governo em outros modais, as empresas acabam concentrando suas operações no transporte rodoviário.

O problema é que mesmo o modal rodoviário sofre com a precariedade de investimentos. O número de rodovias pavimentadas é muito baixo, e isso traz prejuízos com manutenção e custos elevados com combustível. Fora isso, a insegurança nas estradas cresce a cada ano.

Como essas são questões macroambientes, a sua empresa não tem poder de resolução, só tendo que se adaptar.

Então, uma boa maneira de diminuir o impacto negativo é identificando e solucionando desperdícios logísticos comuns durante as operações.

Quais os principais desperdícios logísticos?

Cada empresa tem o seu próprio modus operandi, por isso as falhas podem variar. Mas, há aqueles desperdícios logísticos que são comuns ao setor. Confira os principais.

Perda de tempo durante a coleta, carga e descarga

A logística é um dos setores onde o ditado “tempo é dinheiro” faz muito sentido. Um veículo ou equipamento parado por muito tempo pode, por exemplo, trazer um grande prejuízo no final da operação.

Mas, por incrível que pareça, um dos desperdícios logísticos mais comuns é justamente essa perda de tempo na hora de coletar, carregar ou descarregar produtos. Uma dificuldade bastante incômoda aos caminhoneiros.

Essa discussão é tão grande que o governo teve que criar uma norma para amenizar a situação. Segundo a Lei13.103/15, se um caminhão passar mais de 5 horas aguardando para carregar ou descarregar, o caminhoneiro ou a transportadora deve ser indenizado no valor de R$ 1,60 por tonelada/hora da capacidade total do veículo.

Mas, você pode diminuir o risco de perda de tempo criando um planejamento prévio de coleta e entrega. Faça agendamentos e sempre confirme a disponibilidade para a chegada do veículo na empresa de destino.

Atraso nas viagens

Outro prejuízo comum advindo de desperdícios logísticos é o atraso nas viagens dos veículos. Quando os caminhões demoram a chegar, há risco não só de morosidade operacional como também de cancelamento por parte dos clientes.

Claro que existe toda questão macroambiente de má infraestrutura das estradas, bem como, na insegurança diária, no entanto, muitas empresas acabam caindo no lugar comum e se esquecem de otimizar essa etapa da operação.

Para fechar essa “torneira” é importante criar rotas que facilitem a viagem do motorista. Com a obtenção de informações úteis, tanto por sites confiáveis quanto por histórico de viagens anteriores, você consegue montar um roteiro no qual o veículo não fique tão vulnerável à insegurança e consiga trafegar sem se expor a tantos problemas de infraestrutura.

Desempenho dos motoristas

Por mais que a sua empresa conte com veículos modernos e acima dos padrões de qualidade, os motoristas ainda são as principais peças na hora de transportar as mercadorias. Mas, muitos gestores ignoram isso e investem baixo na formação dos seus condutores. Assim, eles só aumentam seus desperdícios logísticos.

Além da questão financeira, pois todo profissional se sente bem quando é valorizado, é necessário trabalhar a evolução técnica dos motoristas. Quando não há essa preocupação, a empresa acaba tendo maiores gastos com:

  • consumo extras de combustível;
  • riscos jurídicos e de acidentes;
  • desgaste acelerado do ativo;
  • manutenções em excesso.

Sendo assim, garanta uma equipe bem preparada de motoristas. Comece já pela seleção de contratação e invista constantemente em cursos de aperfeiçoamentos.

Operação própria

Todos os desperdícios logísticos citados até o momento só aumentam os altos custos “naturais” do setor. Mas também há algo comum entre eles: os impactos negativos são maiores quando você trabalha com operação própria.

Compra de caminhões, contratação de motoristas, preocupação com coleta e entrega: todos esses fatores passam a ser preocupação de outra empresa quando você opta pela terceirização da sua logística.

Já falamos aqui que a logística é o setor estratégico. E não há nada mais estratégico do que repassar as etapas mais complexas e onerosas para uma especialista, deixando a sua empresa apenas como avaliadora do serviço. Além de uma iniciativa segura, a terceirização representa ótimo custo-benefício.

Enfim, secar ou diminuir a torneira dos desperdícios logísticos é papel central do gestor. Como principal líder da área, ele tem obrigação de garantir a produtividade operacional ao menor custo possível. Nesse sentido, analise as dicas apresentadas e implemente maneiras eficientes de melhorar os resultados da sua empresa.

Não saia agora. Continue no nosso blog e conheça 5 dicas para a sua evolução como gestor logístico.

tendências logística 2021

Conheça as últimas novidades do setor logístico

O ano de 2020 foi sem dúvida bastante desafiador, com muitas empresas tendo que se adaptar à realidade imposta pela pandemia. Mas, 2021 chegou e com ele várias novidades do setor logístico.

Enquanto 2020 “pegou” todos de surpresa, 2021 é esperado como o ano da retomada. E com o desenvolvimento das vacinas, a logística terá papel-chave nessa mudança de cenário. Além disso, governos e iniciativas privadas tendem a aproveitar o novo ano para realizar expansões que foram paralisadas ou adiadas no período anterior.

Por isso, mais do que nunca, é essencial você ficar atento às ultimas novidades do setor logístico, entendendo tudo o que acontece no segmento e facilitando a sua tomada de decisão. Acompanhe alguns assuntos que separamos para você.

Boa leitura!

Logística terá papel fundamental na distribuição da vacina nos Estados Unidos

A maior nação do planeta mais uma vez dependerá do seu setor logístico para colocar tudo ordem. E dessa vez será para um fator vital para a sua população: a distribuição da vacina contra o Coronavírus.

Atualmente o país conta com dois tipos de vacinas que atenderão os 50 estados americanos.  E para que a logística saia como o esperado, os Correios (National Postal Service) e a empresa privada Fedex, responsáveis pelas entregas, contarão com 170 mil trabalhadores a mais só para a distribuição.

Como se trata da maior operação do mundo com a vacina do Coronavírus, os erros e acertos do país servirão como modelo para a logística em outras nações, incluindo o Brasil.

Rio quer ampliar a logística em transporte ferroviário

Aqui no Brasil, entre as novidades do setor logístico está o interesse do estado do Rio de Janeiro em expandir a sua linha ferroviária em 2021. A intenção é aumentar o trecho da Estrada de Ferro Vitória-Minas até que ela chegue ao norte do estado, no Porto de Açu.

Segundo o secretário de Transporte, Delmo Pinho, essa expansão será importante também para o Porto de Tubarão, no ES, que hoje sofre com congestionamentos de navios e de caminhões no lado de fora.

O custo total da obra é 2,5 bilhões de reais. A intenção do secretário é solicitar ao governo federal que o projeto seja custeado pela Vale, em cima da outorga que a empresa precisa pagar aos estados no valor de R$ 4,2 bilhões.

Faturamento de operadoras logísticas cresce 23,8% entre 2020 e 2021

Mesmo com os impactos negativos causados pela pandemia do Coronavírus, segundo a ABOL (Associação Brasileira de Operadores Logísticos), as empresas que trabalham com operações logísticas tiveram uma alta de 23,8% no faturamento – o estudo já considera as projeções para 2021

A pesquisa é realizada desde 2014 pela ABOL em parceria com a Fundação Dom Cabral. Foram consultadas 275 empresas do ramo, que juntas somaram um faturamento de 100 bilhões de reais. No último levantamento, a receita era de quase 82 bilhões de reais.

Para o professor Gelson Resende, especialista em economia, o crescimento se deve ao fato de o público mudar o hábito de compra durante a pandemia, passando a adquirir produtos muito mais pela internet.

Entre os segmentos que mais ajudaram a alavancar os números dentro da logística estão:

  • Saúde (humana e animal);
  • Alimentos e bebidas;
  • Eletroeletrônicos;
  • Automotivo;
  • Varejo.
  • Têxtil.

Fortalecimento da Logística Verde está entre as grandes novidades do setor logístico para 2021

Com o baque que o mundo sofreu a partir de um vírus, a responsabilidade social das empresas ficará ainda mais evidência em 2021. É o que conclui especialistas do setor. E um dos resultados dessa nova pressão é o fortalecimento da Logística Verde.

Logística Verde é o conjunto de ações que as empresas tomam visando menor impacto ambiental em suas operações. Além de trazer maior sustentabilidade para o negócio, a logística verde é uma forma de os empreendimentos contribuírem com a sociedade.

O processo já existe e é praticado muitas empresas. Mas, segundo especialistas, a cobrança por parte dos clientes e de parceiros por uma logística mais verde é o que estará entre as novidades do setor logístico para 2021.

Enfim, essas foram algumas das novidades do setor logístico para você se atentar. Como pôde notar, a segmento este ano estará muito focado na distribuição da vacina, em expansões paralisadas no ano passado e em uma logística mais inteligente, inovadora e sustentável. Para se adaptar a essas mudanças, é importante trabalhar uma gestão mais prática e contar com parceiros que seguem a mesma linha de inovação.

Não pare agora: continue no nosso blog e entenda mais sobre a Logística Verde.

inovações e tendências logistica 2021

Inovação Logística: Tendências e novas soluções do setor

Em 2021, provavelmente, os problemas de infraestrutura de transporte no país ainda não serão resolvidos. Porém, isso não significa que o setor não evoluirá significativamente. A inovação logística para os próximos meses se concentrará na tecnologia e em ideias inteligentes.

A transformação no setor é um processo inerente à nossa realidade. E quanto mais a tecnologia evolui, maior é o número de soluções e ideias que surgem para a logística. Elas são importantíssimas para que as empresas cresçam, superem as dificuldades ainda existentes em termos de infraestrutura e entreguem serviços de qualidade para os clientes.

Por isso, para que a sua empresa continue em alta neste novo ano, preparamos este artigo com as principais tendências e ideias da inovação logística de 2021. Continue lendo e confira.

Boa leitura!

Inovação logística 2021: rastreamento de navios

O rastreamento de caminhões hoje não é mais nenhuma novidade. O diferencial já é oferecido por inúmeras empresas logísticas, sendo um dos fatores irrevogáveis de compra para vários clientes.

A grande questão é o acompanhamento da mercadoria quando ela precisa atravessar o oceano. Manter o cliente atualizado durante essa transição ainda se mostra um grande desafio. Mas isso pode mudar em 2021.

Uma empresa europeia, que tem presença no mundo todo, criou uma plataforma para que esse rastreamento seja possível. Além de fazer o acompanhamento quando a operação está acontecendo, o software permite que clientes realizem cotações de fretes por navio a fim de encontrarem o melhor preço.

Inovação logística 2021: entregas de última milha

Em razão de infraestruturas obsoletas, muitas cidades já não conseguem comportar o volume de veículos que circulam diariamente em suas ruas e avenidas. E por apresentarem um tamanho extenso, caminhões de entrega têm ainda mais dificuldade para trafegar livremente.

Esse cenário é uma das razões para que algumas entregas atrasem justamente na “última milha”, feito dentro das cidades, próximas ao consumidor final.

A cada ano as empresas vêm se preparando para resolver esse ponto em questão. Em 2021 a tendência é que esse trabalho seja ainda mais bem-sucedido, com os gestores logísticos investindo mais em veículos pequenos ou utilizando aplicativos que focam justamente na resolução da entrega de última milha.

Inovação logística 2021: ponto de coleta

Outro desafio que tende a ser superado em 2021, e que sempre trouxe muita dor de cabeça para empresas de transporte, é a alta taxa de insucesso de entrega.

No novo ano, essa taxa pode ser resolvida com uma ideia simples e inovadora: a implementação de pontos de coleta em locais estratégicos. Uma ação que já existe e funciona atualmente, mas tende a ganhar força em 2021.

O intuito é espalhar pontos de retirada pela cidade, colocando as mercadorias em cofres inteligentes com câmeras de monitoramento, gavetas individuais e leitores QR code. Assim, a entrega fica à disposição do cliente, que pode acessá-la no momento mais conveniente. Alguns locais em que esses “cofres” podem ser implementados são:

  • Base das transportadoras;
  • Supermercados;
  • Shoppings.

Inovação logística 2021: parceria maior entre empresas e autônomos

Outro gargalo comum na logística nacional é a defasagem de caminhões em épocas de pico para o setor. Muitas vezes, empresas e transportadoras contam com frotas próprias, mas que ainda não são suficientes para atender o mercado em datas de maior apelo comercial.

Uma ótima inovação logística para resolver essa situação é maior aproximação entre empresas e caminhoneiros autônomos. Outra prática que também já é realidade, mas que tende a crescer em 2021.

Essa parceria pode acontecer, ou se fortalecer, tanto por iniciativa própria das empresas, oferecendo benefícios e condições diferenciadas para autônomos, quanto por meio de aplicativos que ligam o caminhoneiro ao embarcador.

Quem ganha com isso é o cliente, que difícil sofrerá com a falta de profissionais para realizar as entregas com mais rapidez e qualidade.

Inovação logística 2021: entrega com drones

Mesmo ainda soando como algo futurístico para algumas pessoas aqui no Brasil, a entrega por drones já se mostra corriqueira em cidades da Europa e Estados Unidos. Para nós, a inovação logística está justamente no fortalecimento da ideia em 2021.

Não que algumas empresas já não o façam aqui no país, a empresa MyView, por exemplo, já realiza delivery com robôs terrestres e drones. Mas o crescimento do mercado é uma tendência, e certamente muitos empreendedores nacionais abraçarão a ideia neste novo ano.

Enfim, a inovação logística estará a todo vapor em 2021, com soluções que podem ser utilizadas por empresas de todos os tamanhos. Independentemente da estratégia escolhida, o ideal é você sempre ficar atento às inovações, a fim de manter o padrão de qualidade dos seus serviços e também não perder nenhuma novidade do mercado.

Gostou do artigo? Então entenda mais sobre outra forte tendência logística: as mulheres no transporte de cargas.

mulheres no transporte de carga

Mulheres no transporte de cargas, vez e voz a todas

Hoje, em razão da alta competitividade do mercado as empresas estão buscando profissionais cada vez mais capacitados e com diferenciais que agreguem no dia a dia. Esse novo cenário de oportunidades está possibilitando a entrada de mais mulheres no transporte de cargas, profissionais com alta capacidade e habilidade para superar os desafios do setor.

Mas, é fato que aqui no Brasil ainda estamos longe de uma realidade ideal. Infelizmente, mesmo tendo acesso a informações e estudos, ainda há gestores que deixam a questão do gênero sexual falar mais alto que a capacidade profissional no momento da contratação. Mas a tendência é de mudança.

Para explicar melhor o panorama nacional de mulheres no transporte de cargas, preparamos este artigo trazendo dados e informações importantes sobre o assunto. Continue lendo e confira.

Boa leitura!

Qual o panorama nacional de mulheres no transporte de cargas?

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o setor de transporte nacional conta com quase 2,3 milhões de trabalhadores. Desse total, apenas 17% são do sexo feminino. Um dado que, por si só, evidência a discrepância da participação de homens e mulheres no transporte.

Outro estudo que chama a atenção é do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas), feito apenas com mulheres que trabalham no segmento de transporte de cargas. Segundo a pesquisa, aproximadamente 70% dessas profissionais atuam apenas com homens em suas respectivas empresas.

Mas, ao mesmo tempo em que essas pesquisas mostram uma diferença ainda grande na participação de homens e mulheres no transporte, também apontam um caminho de oportunidades.

Embora desnivelada, essa realidade mostra que muitas mulheres conseguiram entrar e se afirmar no setor, e que ainda há espaço para muitas outras. E como hoje a aceitação do mercado é muito maior, mesmo com alguns ainda insistindo no contrário, a tendência é de crescimento na participação para os próximos anos.

Outro ponto favor para a contratação de profissionais do sexo feminino vem do estudo feito pela McKinsey & Co9. No seu relatório intitulado “Mulheres Importam: um motor de desempenho corporativo”, a instituição de consultoria concluiu que empresas que contam com mais de três mulheres em funções importantes tendem a pontuar bem em fatores como:

  • cultura e clima;
  • aprendizagem;
  • capacitação;
  • orientação;
  • inovação.

O que está sendo feito para aumentar a participação de mulheres no transporte?

Mesmo com uma situação a ser trabalhada, é possível dizer que agora é a vez das mulheres no transporte de cargas. E para acelerar esse processo, muitas empresas já trabalham com projetos próprios a fim de atrair ou qualificar mulheres para atuarem no volante de caminhões e outros veículos de transportes.

Trata-se de um movimento mais comum em instituições que já apresentam gestões mais inovadoras desde a origem, mas que aos poucos vem sendo tomado por marcas, digamos, mais conservadoras.

Mas não só as empresas estão fazendo a sua parte para aumentar a participação de mulheres no transporte. Também há projetos sendo desenvolvidos por sindicatos e órgãos para trazer mais igualdade para o setor. Acompanhe.

Projeto Vez e Voz

Criado pelo SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), o projeto Vez e Voz tem o intuito de dar mais espaço para que as mulheres do setor de transporte possam compartilhar suas experiências.

A ideia é formar uma grande rede de apoio, possibilitando que as profissionais da área se incentivem e atraiam outras mulheres para iniciar carreira dentro do segmento.

Habilitação Profissional para o Transporte

Já o projeto “Habilitação Profissional para o Transporte” é desenvolvido pelo Sest/Senat e tem o objetivo de profissionalizar mulheres para o transporte de cargas e de passageiros.

A iniciativa funciona como um curso para motorista, pegando profissionais que já contam com a habilitação B e realizando a migração para as categorias C, D, E. Segundo o próprio Sest, desde 2018, a procura de mulheres para a mudança de categoria na CNH cresceu mais de 60%.

Enfim, o fato é que o setor logístico em geral pede cada vez mais por mão de obra qualificada. Com a mudança de pensamento das empresas e incentivos por parte de órgãos públicos, a tendência é que tenhamos o número muito maior de mulheres no transporte nos próximos anos. Afinal, a competência está no conhecimento e na habilidade do profissional, não é mesmo?

Nós da RDR, acreditamos que as mulheres possuem papel fundamental em nossas operações logísticas e por conta disso estamos sempre em busca de novas integrantes para esse time.

Gostou do artigo? Continue no nosso blog e entenda como começar o ano com um planejamento eficiente! 

caminhão a gás

Sustentabilidade dos caminhões a gás

Lembra-se da grande greve dos caminhoneiros que ocorreu em 2018? Você sabia que ela poderia ter sido evitada, ou pelo menos ter sido em menor proporção, se o Brasil investisse em medidas de sustentabilidade como, por exemplo, a fabricação de caminhões a gás?

Segundo especialistas do setor de combustível, ao utilizar veículos movidos a gás, os caminhoneiros economizariam até R$1,00 por litro durante suas viagens. Na época da greve, os profissionais estavam reivindicando um corte de R$ 0,46 no valor do diesel nos postos – faça as contas e veja o quanto aquele cenário poderia ter sido diferente.

Mas, você sabe qual é o panorama atual dos caminhões a gás no nosso país? E o quanto uma mudança nesse sentido contribuiria para a pauta da sustentabilidade? Para entender mais sobre o assunto, confira a nossa postagem a seguir.

Boa leitura!

Qual é o panorama dos caminhões a gás no Brasil e no mundo?

O uso de gás natural como combustível para os caminhões e outros equipamentos não é uma novidade. Na verdade trata-se de uma tecnologia com mais de 3 décadas, mas que perdeu espaço no início dos anos 90.

Naquela época, foi difundida a ideia de que motores de veículos pesados não eram fortes o suficiente quando alimentados por gás natural. Assim, o desenvolvimento dos equipamentos “andou” a vagarosos passos até o início dos anos 2000.

Mas, na virada do século essa dificuldade foi superada e hoje o motor a gás tem a mesma potência que outros modelos, com caminhões e demais veículos apresentando a mesma performance.

Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, já é comum a utilização de veículos a gás natural no transporte de cargas e de pessoas. Até mesmo aqui na América do Sul países como a Bolívia, o Peru e a Argentina utilizam esses modelos dentro da logística.

No entanto, quando olhamos aqui para o Brasil a utilização desse tipo de veículo ainda é irrisória. A grande maioria dos profissionais e empresas ainda faz uso de caminhões e ônibus a diesel para o deslocamento de mercadorias e de passageiros pelas estradas do país.

Por que essa tecnologia é tão pouco utilizada no Brasil?

Mesmo sendo uma tecnologia que trabalha dentro da ideia de sustentabilidade e se mostra até mais barata que outras iniciativas como os carros elétricos, o motor a gás ainda não ganhou um grande espaço no Brasil. Mas, por que será?

Um dos principais motivos para essa fraca expansão é justamente a demanda interna. Montadoras aqui no país já até desenvolvem caminhões a gás, mas a maioria é para exportação. O trabalho é para atender demandas específicas de países aqui mesmo da América do Sul.

Com poucos veículos a gás rodando pelas ruas e estradas do país, também é limitada a rede de postos para abastecer esse tipo de combustível. Com isso, os motoristas que buscam a mudança só têm como opção a conversão com o Kit gás – um processo bastante caro, chegando a custar 25% do valor original do veículo.

Todos esses fatores culminam em um cenário complicado e ainda de difícil mudança em curto prazo. Para as montadoras, seriam necessários projetos voltados a essa área para uma diminuição de custos real a todos os envolvidos.

Como caminhões a gás contribuem para a sustentabilidade?

Se o futuro dos caminhões a gás no Brasil ainda é incerto, os benefícios para a sustentabilidade possibilitados pela sua utilização não levantam dúvidas.

Além de ser um combustível mais barato que o diesel, o que facilita muito a vida do motorista, a tecnologia a gás produz uma queima de poluentes e gases nocivos em um volume muito menor.

Essa diferença traz um impacto positivo para a saúde da população no dia a dia e para o controle do efeito estufa no nosso planeta. Em outras palavras: é bom para o bolso e principalmente para a sustentabilidade do meio ambiente.

Enfim, caminhões a gás já são realidade na logística e podem ser tão produtivos quanto os modelos a diesel. E ainda que não seja um investimento imediato, é importante você conhecer todas as medidas que trazem mais economia para a sua empresa e ajudam a fortalecer a pauta de sustentabilidade. Faça a sua parte para uma logística verde.

Gostou do artigo? Aproveite para conferir agora o nosso artigo sobre o Machine learning na logística.