Gerente de Compras: 5 Métricas que precisam ser vistas

Para um gerente de compras, o uso de métricas pode fazer total diferença na performance do seu trabalho diário. Com essas ferramentas, ele consegue não só medir os rendimentos do seu setor, como também criar novos planos e estratégias a partir de dados seguros e reais.

Porém, não basta escolher métricas aleatórias e esperar que uma mágica aconteça. O departamento de compras agrega muitas responsabilidades e funciona em alta rotatividade. Por isso, as ferramentas de mensuração escolhidas devem condizer com tal realidade.

Para ajudar você nesse processo, preparamos este post com as 5 métricas que todo gerente de compras precisa implementar na sua rotina de trabalho. Continue com a gente e saiba mais. Boa leitura!

1. Saving

A métrica Saving tem como principal objetivo apontar a eficácia do setor de compras. Com ela, o gestor consegue medir o nível de ganho financeiro que o negócio arrecadou em cada aquisição realizada.

Para calculá-la é preciso pegar o orçamento reservado para as compras e subtrair o que, de fato, foi adquirido pela empresa. Com isso, há um número real sobre o que o setor economizou.

Quanto maior a sobra financeira ao final da medição, maior é a eficácia do gerente de compras em adquirir os itens necessários e ainda gerar lucro para a empresa.

2. Gastos indiretos x diretos

Com a métrica de gastos indiretos e diretos, é possível saber o quanto o negócio está sendo impactado financeiramente com a compra dos produtos.

Como o nome pressupõe, os gastos diretos são aqueles vinculados aos itens, como impostos e valores do fornecedor. Já os indiretos são aqueles que não estão incorporados, mas que aumentam os custos da empresa, por exemplo:

  • manutenção dos veículos;
  • água e energia;
  • pessoal.

Os gastos diretos dificilmente podem ser alterados. Porém, os custos indiretos podem ser flexibilizados pela empresa por meio de iniciativas como conscientização no consumo de energia e terceirização do transporte.

3. Evolução do preço

Com a evolução do preço, o gerente compras pode realizar um comparativo confiável entre os valores praticados pelos produtos em diferentes períodos.

Essa é uma ótima maneira não só para entender melhor o mercado, como também para identificar flutuações bruscas nos valores ao longo do tempo. E não só isso, com a métrica é possível visualizar quais são os períodos de sazonalidade em relação a cada item de maneira individual.

A partir daí, o gerente de compras tem informações seguras para definir quais os momentos mais atraentes para realizar investimentos maiores sem comprometer o orçamento da instituição.

4. Nível das entregas

A métrica de Nível de entregas é utilizada especificamente para medir a eficácia do serviço tanto de fornecedores quanto da logística da empresa. Ou seja, se o seu negócio trabalha com processos de coleta e distribuição próprios, a mensuração também pode ser aplicada.

O trabalho de medição aqui é completo, avaliando fatores que impactam diretamente na qualidade do serviço, por exemplo:

  • atrasos nas entregas;
  • reclamações;
  • devoluções,
  • avarias.

Com isso, o gerente de compras consegue comparar os níveis atuais das taxas de devolução e avarias com outros períodos, tendo respaldo para tomar decisões como troca de fornecedores ou contratação de uma parceira logística.

5. ROI do gerente de compras

O Return on Investment (Retorno sobre investimento, em português) não é uma métrica diretamente do setor de compras. No entanto, devido a sua eficácia e abrangência, ela é utilizada por diversas áreas.

Com o ROI, o gerente de compras sabe exatamente o valor obtido com cada investimento. A métrica apresenta a relação entre o que foi gasto pela empresa e o quanto ela recebeu em troca.

Para calculá-lo, basta aplicar uma fórmula simples:

No setor de compras, o ROI consegue definir se o custo-benefício nas aquisições do setor está sendo atraente para a empresa.

Enfim, essas foram as 5 métricas que todo gerente de compras precisa considerar no seu dia a dia. Por trabalhar em um setor altamente estratégico, ele precisa adotar ferramentas que facilitem ao máximo os serviços e, ao mesmo tempo, aumentem as chances de sucesso de cada iniciativa. Nesse sentido, analise as informações apresentadas e defina as melhores métricas para a sua empresa.

Gostou do artigo? Então que tal continuar se aprofundando no assunto e entender mais sobre a relação entre a tecnologia e o Setor de Compras?

Tecnologia x Setor de Compras: Entenda a transformação

A transformação digital é uma realidade em diferentes áreas do mundo corporativo, e o setor de Compras não é uma exceção. Por mais que alguns gestores acreditem que antigos modelos de trabalho ainda funcionem, o fato é que a adoção tecnológica é o caminho natural.

Esse novo cenário abriu um leque de oportunidades para as empresas. Hoje, por exemplo, é possível levar inovação e melhorias para produtos e serviços de maneira prática e sem precisar desembolsar quantias financeiras fora da realidade.

Quer entender melhor o paralelo entre a tecnologia e o setor de compras, e conhecer algumas soluções já utilizadas por grandes empresas? Continue lendo e confira o nosso artigo completo.

Boa leitura!

Entendendo a transformação tecnológica no setor de compras

Por mais “saudosista” que você seja, é impossível não reconhecer que tanto o mercado quanto a sociedade como um todo mudaram em razão do crescimento tecnológico. Relacionamentos, decisões e estilos de vida: tudo foi impactado com a transformação digital.

No mundo corporativo, uma boa forma de apontar esse cenário é a implementação do conceito 4.0 – que faz referência direta à Indústria 4.0 – em diferentes segmentos. No setor de compras, por exemplo, temos o Compras 4.0. Na logística, temos a Logística 4.0.

Com isso, ferramentas tecnológicas que eram tidas como diferenciais, passaram a ser fatores corriqueiros e essenciais para a execução de tarefas e processos.

No departamento de Compras, essa transformação se deu pela necessidade do setor em atender a nova demanda criada justamente pela expansão tecnológica na sociedade. Se antes papéis, canetas, blocos de anotações e telefonemas eram suficientes para manter um bom padrão de trabalho, hoje a situação mudou por completo.

Além do fator “corresponder à demanda de clientes”, a adoção enfática da tecnologia no setor de compras possibilitou a conquista de benefícios que não eram possíveis com o uso de ferramentas obsoletas, por exemplo:

  • vantagem competitiva;
  • redução de custos;
  • gestão unificada.

Exemplos de tecnologias utilizadas no setor de compras

Embora essa revolução no setor de compras ainda esteja no início, hoje, grandes empresas já utilizam com sucesso diferentes ferramentas em suas rotinas de trabalho.

Conheça alguns exemplos de tecnologias adotadas no departamento de compras.

E-commerces B2B

O e-commerce em si é dos maiores responsáveis pelo aumento da demanda no setor logístico. A possibilidade de comprar produtos de diversos tipos e tamanho no conforto de casa transformou consumidores ocasionais em clientes assíduos.

Mas as plataformas digitais foram além e, atualmente, já não são exclusividades do comércio B2C (negociação direta com o consumidor final). Setores de compras das instituições estão se beneficiando com o modelo B2B (empresa para empresa).

Com isso, os gestores conseguem negociar diretamente com fabricantes sem precisa passar necessariamente por um vendedor – um profissional a mais na negociação tende a resultar em aumento de preços.

Big Data

O Big Data é uma das ferramentas que melhor representa essa nova era do setor de compras. Basicamente, trata-se de um software capaz de armazenar uma quantidade enorme de informações.

Graças a essa capacidade, a ferramenta permite que as empresas resolvam dificuldades que não era possível com um banco de dados tradicional. Os especialistas definem o funcionamento do Big Data baseado nos três “Vs”:

  • Volume (acumula dados na marca dos terabytes ou petabytes);
  • Variedade (dados diversificados em origem e formato);
  • Velocidade (processados e analisados rapidamente).

O setor de Compras precisa gerar dados diariamente para manter o seu fluxo de trabalho em constante otimização. Com as possibilidades do Big Data, por exemplo, as empresas conseguem comparar históricos de compras e realizar melhores negociações. Além disso, a solução é capaz de:

  • identificar oportunidades segmentando os fornecedores;
  • facilitar a análise de informações em tempo real;
  • aumentar o foco em questões centrais;
  • ajudar na tomada de decisões.

Softwares ERP

O ERP (Enterprise Resource Planning) é mais um exemplo de ferramenta que revolucionou o mundo corporativo. O software de gestão é a maior referência quando se fala de organização e integração de processos e setores no dia a dia de uma empresa.

A melhor parte é que, em geral, apesar de abrangente, o ERP pode ser desenvolvido especificamente para um setor, por exemplo, o de compras.

Um bom exemplo do trabalho de um ERP na área de Compras é a possibilidade de verificar o status dos pagamentos de pedidos, prazo de entrega de mercadoria e relatório financeiros de maneira rápida e centralizada.

Enfim, não há dúvidas que o trabalho do setor de compras é essencial para o aumento de lucros de uma empresa. E o fortalecimento tecnológico possibilitou que velhos hábitos fossem extintos e uma rotina de alta performance tomasse conta  de vez do segmento. Não há como voltar atrás, é preciso abraçar a nova realidade e entregar serviços que sejam capazes de atender a nova demanda do mercado.

Para entender mais sobre o conceito 4.0, confira o nosso artigo especial sobre a Logística 4.0.